Foto: TJRS (Divulgação)
A juíza Mariana Francisco Ferreira, 34 anos, morreu após passar por um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A magistrada atuava na Comarca de Sapiranga, no Vale do Sinos. A informação é do portal Metrópoles.
O caso foi registrado pela polícia como morte suspeita e morte acidental. A investigação busca esclarecer se houve falhas no atendimento médico ou se o óbito ocorreu em razão de possíveis complicações associadas ao procedimento.
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Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana ingressou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Inicialmente, foi designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé.
Ao assumir o cargo, a magistrada relatou que sonhava em se tornar juíza desde a adolescência e que iniciou a preparação para concursos da magistratura em 2018.
Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias, em Porto Alegre, além da 1ª e 2ª Vara Criminal de São Luiz Gonzaga. Desde fevereiro deste ano, estava lotada no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga.
Em razão da morte da magistrada, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Eduardo Uhlein, decretou luto oficial de três dias no Judiciário gaúcho. O ato determina que as bandeiras dos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça permaneçam hasteadas a meio-mastro.
A juíza-corregedora Viviane Castaldello Busatto, responsável pela Comarca de Sapiranga, lamentou a morte e destacou o comprometimento da colega com a magistratura.
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul também divulgou nota de pesar. O presidente da entidade, Daniel Neves Pereira, afirmou que Mariana era “uma colega muito querida, cheia de vida e entusiasmo pela magistratura”.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as cerimônias de despedida.